Senão uma incógnita...??
Porque pode estar representando apenas
O imaginário.
Faces em perfil secreto;
O outro lado somente o tempo pode elucidar.
O simples pode torna-se complicado,
Como o que parece complicado pode, na realidade, ser muito simples.
Nem a sua sensibilidade terá a sorte de garantir as percepções...
Porque o homem é vulnerável.
Pode um sorriso ser apenas um convite;
Demonstrar o que se deseja ser e não como realmente é.
E como todos se mostram amáveis sorrindo...
Quem pode afirmar?
As facetas estão para serem descobertas.
Somente a convivência pode revelar a realidade.
E se o sal tornar-se insípido, sinto pela tristeza...
Se o amargo for um doce alimento, deliciosa vida...
Ao menos, sejamos nós mesmos nas imagens
E deixemos de criar noções.
Assim, estaremos no caminho certo da pessoa certa para o
Nosso perfil.
Mostre-se da maneira como é e como age.
Isso firma o bem que se deseja causar para as pessoas que
Lhe assistem e te anseiam.
Não invente porque sua vida poderá ser um mar de invenções e
Tomar para si o lado oposto do que realmente deseja conquistar.
Quem quer que você represente,
O faça para o bem.
E, suas conquistas uma vida de doces emoções.
Felicidades!
(Dora Flore)
3 comentários:
Nossos momentos
Agostinho dos Santos
Composição: Luís Reis e Haroldo Barbosa
Momentos são
Iguais aqueles em que eu te amei
Palavras são
Iguais aquelas que eu te dediquei
Eu escrevi, na fria areia
Um nome para amar
O mar chegou tudo apagou
Palavras leva o mar . . . .
Teu coração, praia distante
Em meu perdido olhar
Teu coração, mais inconstante
Que a incerteza do mar
Meu castelo de carinhos
Eu nem pude terminar
Momentos meus que foram teus
Agora é recordar . . . .
Nossos momentos
Agostinho dos Santos
Composição: Luís Reis e Haroldo Barbosa
Momentos são
Iguais aqueles em que eu te amei
Palavras são
Iguais aquelas que eu te dediquei
Eu escrevi, na fria areia
Um nome para amar
O mar chegou tudo apagou
Palavras leva o mar . . . .
Teu coração, praia distante
Em meu perdido olhar
Teu coração, mais inconstante
Que a incerteza do mar
Meu castelo de carinhos
Eu nem pude terminar
Momentos meus que foram teus
Agora é recordar . . . .
Talvez quem vê bem não sirva para sentir
E não agrade por estar muito antes das maneiras.
É preciso ter modos para todas as cousas,
E cada cousa tem o seu modo, e o amor também.
Quem tem o modo de ver os campos pelas ervas
Não deve ter a cegueira que faz fazer sentir.
Amei, e não fui amado, o que só vi no fim,
Porque não se é amado como se nasce mas como acontece.
Ela continua tão bonita de cabelo e boca como dantes,
E eu continuo como era dantes, sozinho no campo.
Como se tivesse estado de cabeça baixa,
Penso isto, e fico de cabeça alta
E o dourado do sol seca as lágrimas pequenas que não posso deixar de ter.
Como o campo é grande e o amor pequeno!
Olho, e esqueço, como o mundo enterra e as árvores se despem.
Eu não sei falar porque estou a sentir.
Estou a escutar a minha voz como se fosse de outra pessoa,
E a minha voz fala dela como se ela é que falasse.
Tem o cabelo de um louro amarelo de trigo ao sol claro,
E a boca quando fala diz cousas que não há nas palavras.
Sorri, e os dentes são limpos como pedras do rio.
O PASTOR AMOROSO
Fernando Pessoa
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