Quando caí num profundo sono.
Deparei-me com uma cidade formada por castelos
Próximos uns dos outros.
Não haviam jardins externos,
Eram no interior, conforme o desejo de cada um.
Pessoas passeavam pelas ruas, caladas,
Como se não pudessem falar.
A vida das palavras somente no interior dos castelos,
dentre os quais pude observar que haviam diferenças
Na linguagem, nos ânimos, no tratamento.
Não compreendia,
Até que pude também observar que torres de alguns castelos
Eram inacabadas, falhas.
Um desconforto me abateu.
Um sentimento de culpa pairou o ar.
Considerando que as torres simbolizam os fortes,
Pude finalmente compreender que lugar visitara.
O do representativo particular de cada um,
Porque quem constrói o próprio castelo da vida somos nós.
E as torres? Os fortes?
Não possuem quem, por algum motivo qualquer,
Não dá lugar `a alegria.
A alegria nutre e rejuvenesce a vida.
(Dora Flore)
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