Percebi que lá estava eu.
Calei-me para que não pudesse a minh' alma falar.
Tranquei-me num quarto escuro de emoções para que não pudesse
enxergar a luz do amanhecer.
Palavras torpes e enganosas quiseram me transformar num Eu esquisito
Mas, no fundo estava protegida com minha armadura de ânino.
Conversei minha própria mente para me isolar um mundo vil,
Do tormento interior.
Um desespero tomou conta na calada noite.
Vi uma porta maciça se abrir lentamente
Avistei crianças correndo de um lado para outro, por todos os lados,
Felizes, tristes, identificando emoções.
Lembrei-me de quando era pequena e de tudo que perdi.
Que me fechou num círculo e não pude compreender o que realmente significava.
Um vago conhecimento espiritual.
Fechou-se a porta e só pude ver um pontinho de luz
Tinha que descobrir o significado e como escapar.
Meus dias revelam as certezas incertas
Até agora não compreendi.
Um livro é folheado, com capítulos diversos, a cada passo que dou.
Há leis que me sufocam, mas há as que me auxiliam. Em contraponto `a vida.
Arco e flecha me rodeiam
Atiro para todos os lados mas, não encontro o sólido
Tudo é flexível.
Se não bastasse as sementes encontro os espinhos
Se não bastassem as palavras encontro o vazio
Qual a próxima página?
Esperar para ver.
(Dora Flore)
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